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Júri simulado motiva calouros de Direito





Por Selma Miranda


Ano de 4300. Cinco membros da Sociedade Espeleológica, organização amadorística de exploração de cavernas,  pesquisavam uma cavidade quando houve um desmoronamento de terra: pesados blocos de pedra foram projetados de maneira a bloquear completamente a sua única abertura.  Depois de vinte dias o grupo é informado de que o resgate irá demorar e teme morrer de fome. Um dos exploradores é então assassinado e comido pelos companheiros.  Processados e condenados à morte, os quatro acusados recorrem da decisão do Tribunal do Condado de Stowfield à Suprema Corte de Newgarth.

Intrigante? Logo acima está a descrição do livro “O caso dos exploradores de caverna”- O texto foi  publicado inicialmente na revista da faculdade de Direito de Harvard e trata-se de um estudo da argumentação jurídica elaborado pelo professor de Jurisprudence da Harvard Law School, Lon Fuller, em 1949. O objetivo da publicação era aguçar a curiosidade dos estudantes de Direito, inaugurando-os no pensamento jurídico.

E foi com base na referida obra que os alunos do primeiro ano do curso de Direito das Faculdades Integradas de Bauru, FIB,  participaram de um júri simulado no dia 26 de maio. A atividade foi proposta pela professora Marli Monteiro na disciplina de “Linguagem jurídica” e envolveu toda a turma. “Os alunos se empenharam muito, estudaram, pesquisaram e procuraram a ajuda de professores de outros cursos, como da Biomedicina e Psicologia”, explica a professora.

O júri ocorreu no bloco D e os alunos foram divididos entre defesa, acusação, corpo de jurados e  grupo recursal. Após a exposição das partes, o Grupo do Conselho de Sentença  decidiu pela condenação dos acusados  por quatro votos  a três. Após a decisão, foi formado Grupo Recursal que acatou um  recurso e julgou pela absolvição dos réus. “O resultado do júri demonstrou que a interpretação depende muito de cada envolvido no julgamento”, explica a professora Marli Monteiro.

A caloura do curso de Direito Vitória de Souza Santos conta que integrar o júri foi uma oportunidade significativa:  “É muito bom fazer parte de uma faculdade que nos proporciona momentos tão indescritíveis. O júri foi, sem sombra de dúvidas, uma das experiências mais especiais. Apesar do pouco tempo de curso, a capacidade de todos nós como alunos, demonstrada no júri foi linda. Nunca havia participado de algo que me levasse tão próxima ao que vou vivenciar em minha carreira, e essa experiência, com certeza ficará marcada”, avalia a aluna.

 

 



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