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Fisioterapeuta intensivista, professor da FIB relata experiência junto a pacientes com Covid-19

Celio Daibem trabalha na UTI para Covid-19 do Hospital Estadual.





Por Selma Miranda


Nos últimos meses, um profissional ganhou especial atenção da mídia nas notícias relacionadas aos cuidados com o paciente com a Covid-19: o fisioterapeuta.

Muita gente nem sabe, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina a obrigatoriedade de assistência fisioterapêutica nas unidades de terapia intensiva (UTIs) por no mínimo 18 horas por dia.

O plenário da Câmara dos Deputados, inclusive, aprovou, no dia 04 de junho, um projeto de lei que torna obrigatória a presença de fisioterapeutas em UTIs de forma ininterrupta por 24 horas. O projeto já seguiu para análise do Senado.

O fisioterapeuta é um profissional que atua na promoção de saúde, na prevenção, tratamento e reabilitação em nível individual e coletivo, tendo o movimento como principal objeto de trabalho. Sua atuação tem por finalidade favorecer, preservar ou restaurar a capacidade funcional do indivíduo. Ele tem sido bastante lembrado pela imprensa devido a sua atuação junto aos pacientes com coronavírus.

Celio Guilherme Daibem- fisioterapeuta intensivista do Hospital Estadual de Bauru (HEB) e professor do curso de Fisioterapia (Fisioterapia da FIB é nota 5 no MEC) das Faculdades Integradas de Bauru (FIB)- nos relatou sua experiência no atendimento aos pacientes com a Covid-19 na UTI do HEB.

Acompanhe.

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Você atende na UTI de Covid-19  do Hospital Estadual. Conte um pouco como tem sido seu trabalho.

Celio Daibem: A experiência, a princípio, foi de apreensão por se tratar de algo novo e sem precedente recente na nossa história. Afinal, trata-se de uma pandemia. No entanto, logo veio a confiança em trabalhar na linha de frente na UTI.

Tenho o privilégio de atuar em um hospital que hoje é referência para atendimento de complexidade nos casos de Covid-19 da nossa região, que oferece um serviço de excelência, com segurança para os profissionais, equipamentos de proteção individual de qualidade e respiradores mecânicos de última geração.

A equipe de fisioterapia foi ampliada para cobertura de 24 horas nas UTIs e estamos em constante atualização para alinhamento de condutas.  Destaco também a atuação extremamente integrada dos fisioterapeutas com a equipe multiprofissional que atua na UTI, como médicos e enfermeiros.

 

Como é o trabalho de um fisioteraputa no ambiente hospitalar?

CD: O fisioterapeuta, sobretudo na UTI, é responsável pela assistência ventilatória e pelo cuidado com o aparelho locomotor do paciente. Basicamente, quando falamos da assistência ventilatória, esta inclui não só a implementação de exercícios que auxiliam a restauração da função pulmonar,  mas também o manejo do ventilador mecânico- ajustando parâmetros como volume, fluxo, pressão, fração inspirada de oxigênio e cálculos de mecânica respiratória (de forma personalizada, de acordo com o estágio da doença e estatura do indivíduo)- como também desmame do ventilador mecânico, recursos de ventilação mecânica não invasivos, etc.

Já em relação ao aparelho locomotor, atuamos na prevenção das complicações que o imobilismo, pelo tempo acamado no leito, pode acarretar ao paciente, como fraqueza muscular, contraturas, deformidades e redução da capacidade funcional, o que pode trazer prejuízos à independência nas atividades diárias mesmo após anos da alta hospitalar. Para isso, o fisioterapeuta atua precocemente com exercícios específicos para cada etapa da internação garantindo, após a alta hospitalar, a independência funcional e autonomia para que os indivíduos retomem suas atividades da vida diária.

 

E quais os cuidados aos pacientes com a Covid-19?

CD: Tudo isso que falei antes ocorre também com os pacientes com a Covid-19.  Aliás, é importante destacar que estes pacientes, quando evoluem para a forma grave da doença, permanecem por longo período de internação, o que reforça mais ainda a necessidade do fisioterapeuta compondo a equipe da UTI, o que já é previsto por lei.

Vale ressaltar que os pacientes com Covid-19, após a alta hospitalar, passam por um longo processo de reabilitação, pois trata-se de uma patologia que pode comprometer não só o sistema respiratório mas outros sistemas, e estes necessitam de acompanhamento do fisioterapeuta.

 

Nos parece que nunca se destacou tanto a importância do profissional de fisioterapia como agora. O que esse momento representa para a carreira?

CD: Sem dúvidas o momento atual está evidenciando a atuação do fisioterapeuta intensivista. Porém porém vale ressaltar que esta especialidade, há algumas décadas, já vem se consolidando como parte integrante da equipe de terapia intensiva. E a expectativa é que haja a obrigatoriedade da presença de fisioterapeuta 24 horas nas UTIs.

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Vestido para a guerra: fisioterapeuta intensivista Celio Daibem






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